
Museu Carlos Val
Um Patrimônio Vivo da Família Ribeiro do Val


Um patrimônio familiar, transformado em marco cultural no Vale do Café.
Localizado a apenas 300 metros do Rancho Luar do Sertão, o Museu Carlos Val é um verdadeiro santuário da memória da família Ribeiro do Val, fundadores do tradicional sítio Pindaíba, posteriormente chamado de Sítio Carlos Val.
Construída por Joaquim Ribeiro do Val Filho (Tio Quincota) no final da década de 1880 e adquirida por Carlos Ribeiro do Val em 1888, a casa foi o berço de gerações. Carlos Ribeiro do Val e Minervina Almeida do Val tiveram 14 filhos, e a casa tornou-se símbolo de união, afeto e história.
A propriedade era um verdadeiro centro de atividades rurais: engenho, terreiro de café, pomar, curral, redondezas povoadas de cavalos e passarinhos, além do Jardim Botânico, inaugurado em 1940 pelo próprio Carlos, sua esposa e filhos, com coleta e cultivo de espécies botânicas.

🌳 A Figueira de 1843 e a História que Criou Raízes
Uma das histórias mais emblemáticas é a da figueira que nasceu de um mourão de curral, fincado por primo Jacinto em 8 de agosto de 1843. Por acaso, esse mourão criou raízes e cresceu até se tornar uma árvore majestosa, que foi celebrada em seu centenário (1893) e nos 150 anos (1993), com festa, discurso e poesia.
📜 Poema: VELHA FIGUEIRA
(Autor: Waldir Ribeiro do Val – 16 anos na época)
Primo Jacinto um dia (e lá se vai a idade!)
Te plantou neste solo. Era vário o destino
Que te esperava. O sol, a brilhar, solo a pino
Sorriu: eras mourão de curral, em verdade.
Mas não ficaste só a cercar o bovino:
Em sonhos rebentaste em tua mocidade.
E ergueram para o céu azul, à imensidade,
Por entre os galhos teus, os pássaros, um hino.
Viram-te as gerações. Sob a frondosa fronde
Dos verdes galhos teus embalaram-se os ninhos.
E agora é junto a ti, à tua sombra, onde
Um século depois, estes versos componho,
Ouvindo o chilrear de alegres passarinhos,
Vendo-te bela assim, como se fora um sonho!
Poema extraído do livro: A CASA MÁGICA de Waldir Ribeiro do Val - Memórias e Histórias da Família Do Val e sua história no Vale do Café.


🪨 🪨Duas P... que se amam.
Um relato que compõe uma das histórias do livro: "A CASA MÁGICA" e ainda existe para apreciação é a narrativa sobre os registros deixados no “Livro de Visitas” do Jardim Botânico da família, um visitante, em fevereiro de 1942, descreve com encanto um recanto especial formado por elementos simples e carregados de significado: uma mesa rústica feita a partir de uma roda de carro de bois, bancos de pedra e troncos, árvores, arbustos e até a "figueira secular" compondo o cenário.
É nesse ambiente que aparece um detalhe singular:
“...duas pedras conjugadas com a inscrição ‘Duas p... que se amam’...”
O próprio relato da família esclarece a origem e o sentido desse símbolo. As pedras foram colocadas ali por tio Alfredo Ribeiro do Val, que também lhes atribuiu o significado que atravessaria o tempo. Como ele mesmo explicou:
“São duas pedras que se amam, ou, se ali sentarem dois namorados, duas pessoas que se amam.”
Assim, o que poderia ser apenas um elemento decorativo ganha vida como expressão de afeto. Inseridas naquele espaço cuidadosamente construído e cultivado ao longo dos anos, as pedras passam a representar não apenas um gesto criativo, mas uma ideia viva: a de que o amor pode ser reconhecido, celebrado e até simbolizado nos pequenos detalhes.
Mesmo com o passar das décadas, esse recanto permanece como parte da memória do lugar — simples, mas carregado de intenção — onde duas pedras continuam dizendo, em silêncio, aquilo que muitas vezes dispensa palavras.
Local das Duas Pedras que se amam no interior do Jardim Botânico da Família

Detalhe da inscrição na pedra

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Detalhe abaixo da histórica figueira
Venha Visitar e conhecer o Museu Carlos Val!
Visite a Sociedade Recreativa Sítio Carlos Val - SRSCV.
Endereço: R. Dona Minervina, 100 - Andrade Costa, Vassouras - RJ, 27700-000